Dizer "não" por dizer
Com o avançar do debate entre o "sim" e o "não" é evidente que o "não" é porque "não".
Ele são Marcelos a dizerem que votariam "sim" em "certas e determinadas condições" mas que, curioso, não são exactamente as actuais e "portantos" ... "não"!
Ele são bispos a apregoar que a mulher não pode ser culpabilizada mas como não só isso que está em causa (hã?) ... pois culpabilize-se, então! Dah!?
Repararam que ninguém do "não" veio a terreiro defender a criminalização do homem. Sim, porque não há feto sem um pai, certo? Cá está!
Registo e lamento a participação da Maria José Nogueira Pinto pelo "não". Uma posição inconsistente com seu habitual pragmatismo e clarividência. Felizmente é dos poucos lamentos! Será que também seria contra o direito de voto das mulheres? Olhem que não é muito diferente do que se discute agora.
Enfim ... estes casos não se resolvem "explicando-lhes como se fossem muito burros" porque certamente alguns não o serão.
Só mesmo votando pela despenalização é possível, de uma vez por todas, acabar com esta estupidez lamentável e partir outras batalhas bem mais actuais.
Monday, January 29, 2007
Monday, January 15, 2007
Penalizações
Devo ser obrigado a ter um filho que não quero?
Esta é uma das questões que deve ser respondida pelos partidários da penalização da interrupção voluntária da gravidez (PIVG). É extremamente simples gritar pelo ar o "SIM à vida". Mas "SIM" a que vida? A sua? Claro que não. A dos outros. Claro.
Ao contrário da generalidade das leis cujo objectivo primeiro é garantir a liberdade dos cidadãos, esta condiciona-a em definitivo. E condicionar é um termo que considero ligeiro. Devem existir poucas coisas mais tristes do que vir a este mundo sem se ser desejado. Claro que tudo pode vir a correr bem. Como também não. E os únicos em condições de fazer um prognóstico sério são os pais ou, em última análise a mãe. Nunca um tribunal quem nem um processo de adopção sabe decidir.
Claro que podemos ainda enveredar por discussões mais ou menos vazias sobre quem pagará a interrupção ou se esta poderá passar a ser mais um método contraceptivo (medo). Coisas que, enfim, se resolvem com orçamentos, taxas moderadoras, informação e sensibilização.
Mas efectivamente o que está agora em cima da mesa é "apenas" a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez até às 10 semanas. Nem mais. Nem menos.
SIM à vida mas também SIM à despenalização.
Devo ser obrigado a ter um filho que não quero?
Esta é uma das questões que deve ser respondida pelos partidários da penalização da interrupção voluntária da gravidez (PIVG). É extremamente simples gritar pelo ar o "SIM à vida". Mas "SIM" a que vida? A sua? Claro que não. A dos outros. Claro.
Ao contrário da generalidade das leis cujo objectivo primeiro é garantir a liberdade dos cidadãos, esta condiciona-a em definitivo. E condicionar é um termo que considero ligeiro. Devem existir poucas coisas mais tristes do que vir a este mundo sem se ser desejado. Claro que tudo pode vir a correr bem. Como também não. E os únicos em condições de fazer um prognóstico sério são os pais ou, em última análise a mãe. Nunca um tribunal quem nem um processo de adopção sabe decidir.
Claro que podemos ainda enveredar por discussões mais ou menos vazias sobre quem pagará a interrupção ou se esta poderá passar a ser mais um método contraceptivo (medo). Coisas que, enfim, se resolvem com orçamentos, taxas moderadoras, informação e sensibilização.
Mas efectivamente o que está agora em cima da mesa é "apenas" a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez até às 10 semanas. Nem mais. Nem menos.
SIM à vida mas também SIM à despenalização.
Tuesday, January 09, 2007
Hipocrisia I
Todos já repararam que a SIC Noticias, quando passa o video da execução de Saddam, nunca mostra a totalidade do video que hoje está (novamente) disponível no Youtube.
Todavia, esta estação possui vários "trailers" promocionais para a sua programação (ex: Toda a Verdade) com imagens de violência explicita e extrema.
É algo que não "joga" com a aparente censura das imagens da execução. Será que o governo do Iraque ficou com o copywright? Existirá um pacto nos media? Ou estaremos perante nova manifestação de hipocrisia?
Todos já repararam que a SIC Noticias, quando passa o video da execução de Saddam, nunca mostra a totalidade do video que hoje está (novamente) disponível no Youtube.
Todavia, esta estação possui vários "trailers" promocionais para a sua programação (ex: Toda a Verdade) com imagens de violência explicita e extrema.
É algo que não "joga" com a aparente censura das imagens da execução. Será que o governo do Iraque ficou com o copywright? Existirá um pacto nos media? Ou estaremos perante nova manifestação de hipocrisia?
Monday, January 08, 2007
Fracturante I
Pena de morte, porquê "não"?
A execução de Saddam reacendeu o debate sobre a pena de morte.
Mais uma vez os Europeus, esses paladinos de causas "justas", vieram a terreiro condenar a sua aplicação e, logo a execução de um reconhecido criminoso. Mais uma vez a meter o bedelho onde não são chamados.
Curiosamente, os mesmos que há 15 anos assobiavam para o lado enquanto os balcãs sangravam e há 65 se eliminavam milhões judeus com particular afinco.
Não acham hipócrita condenar a aplicação da pena de morte e, ao mesmo tempo, armar, treinar e enviar soldados para uma guerra? Não é esta uma interminável cadeia de penas de morte sem julgamento? São por acaso mortes diferentes? Será que afinal existem fins que justificam os meios? Francamente!
Esqueceram-se, mais uma vez, que cada um vê o mundo pelos seus olhos. Não é certamente coincidência o facto da ETA não contar com ataques suicidas no seu repertório. Porque será? Talvez porque o valor da vida é inversamente proporcional à intensidade da fé. Sim, Europeus, vocês dariam a vida pela vossa fé? Duvido
Pena de morte, porquê "não"?
A execução de Saddam reacendeu o debate sobre a pena de morte.
Mais uma vez os Europeus, esses paladinos de causas "justas", vieram a terreiro condenar a sua aplicação e, logo a execução de um reconhecido criminoso. Mais uma vez a meter o bedelho onde não são chamados.
Curiosamente, os mesmos que há 15 anos assobiavam para o lado enquanto os balcãs sangravam e há 65 se eliminavam milhões judeus com particular afinco.
Não acham hipócrita condenar a aplicação da pena de morte e, ao mesmo tempo, armar, treinar e enviar soldados para uma guerra? Não é esta uma interminável cadeia de penas de morte sem julgamento? São por acaso mortes diferentes? Será que afinal existem fins que justificam os meios? Francamente!
Esqueceram-se, mais uma vez, que cada um vê o mundo pelos seus olhos. Não é certamente coincidência o facto da ETA não contar com ataques suicidas no seu repertório. Porque será? Talvez porque o valor da vida é inversamente proporcional à intensidade da fé. Sim, Europeus, vocês dariam a vida pela vossa fé? Duvido
Sunday, October 29, 2006
Sai mais uma teoria da conspiração para a mesa 5!
Imaginem que eram donos de um operador móvel dinâmico e tal mas já com pouco folego financeiro. Depois de anos a tentar obter um retorno decente ... nada. Fraquinho.
Imaginem agora que, para continuar a acompanhar os grandes, volta a ser necessário investir massivamente. Numa espécie de choque tecnológico. O que é que faziam? Vendiam a baiúca? Não! Depois de tanto esforço assumir a derrota? Nunca!
Então o que fazer? Já sei!!!! E se arranjassemos maneira de valorizar à séria o stock de acções? Boa! Mas como é que isso se faz? Lança-se uma OPA impossível, ora essa!
Senão vejamos: Tenho, por exemplo, 1000 acções em stock que valem 1€. Lanço a tal OPA impossível. O mercado reage, claro. O garganeiro! As acções valorizam 50% ao longo de 6 a 8 meses. Durante esse período vou vendendo calmamente as acções e, eis senão quando, surpresa! O mercado repara que afinal a OPA não é possível. Ops! Mas que grande maçada! As acções voltam a descer. Com calminha claro que isto não está para loucuras. A pouco e pouco lá voltam ao 1€ inicial. Nessa altura volto calmamente a comprar. Qual é o resultado? 500€ gratix! Ai pois é!
Reparem então no gráfico:

E agora que a Anacom disse o óbvio esperem para ver, daqui a uns meses, o sorriso muito chateado do Belmiro ;-)
Imaginem que eram donos de um operador móvel dinâmico e tal mas já com pouco folego financeiro. Depois de anos a tentar obter um retorno decente ... nada. Fraquinho.
Imaginem agora que, para continuar a acompanhar os grandes, volta a ser necessário investir massivamente. Numa espécie de choque tecnológico. O que é que faziam? Vendiam a baiúca? Não! Depois de tanto esforço assumir a derrota? Nunca!
Então o que fazer? Já sei!!!! E se arranjassemos maneira de valorizar à séria o stock de acções? Boa! Mas como é que isso se faz? Lança-se uma OPA impossível, ora essa!
Senão vejamos: Tenho, por exemplo, 1000 acções em stock que valem 1€. Lanço a tal OPA impossível. O mercado reage, claro. O garganeiro! As acções valorizam 50% ao longo de 6 a 8 meses. Durante esse período vou vendendo calmamente as acções e, eis senão quando, surpresa! O mercado repara que afinal a OPA não é possível. Ops! Mas que grande maçada! As acções voltam a descer. Com calminha claro que isto não está para loucuras. A pouco e pouco lá voltam ao 1€ inicial. Nessa altura volto calmamente a comprar. Qual é o resultado? 500€ gratix! Ai pois é!
Reparem então no gráfico:
E agora que a Anacom disse o óbvio esperem para ver, daqui a uns meses, o sorriso muito chateado do Belmiro ;-)
Friday, October 13, 2006
Distraídos
Pois é bloquistas. Onde é estavam no passado dia 9 de Outubro? Caso não tenham reparado houve uma espécie de teste nuclear lá para os lados do oriente. Bem. Se calhar andam ocupados com coisas mais importantes. É normal. Mas olhem que não fica bem gritar apenas numa direcção. Não fica não.
Pois é bloquistas. Onde é estavam no passado dia 9 de Outubro? Caso não tenham reparado houve uma espécie de teste nuclear lá para os lados do oriente. Bem. Se calhar andam ocupados com coisas mais importantes. É normal. Mas olhem que não fica bem gritar apenas numa direcção. Não fica não.
Tuesday, September 19, 2006
Gestão "moderna"
Ele há coisas que se não fossem tristes teriam mesmo muita piada.
Estão a ver a "nova" onda da gestão que optimiza recursos? Não através da inovação, optimização ou mesmo apenas na simplificação de processos mas a cortar aquela gordurinha ... como o seguro de saúde, o plafond do télé, até na formação dos colaboradores (conceito de moderno este, bah!). Bem ... uma coisa assim estilo até ao osso. Pois. Se calhar também já repararam num detalhe: a mesma gestão que apela ao fitness organizacional é capaz de apregoar por esse mundo fora: comprem-me disto e daquilo! mais isto e mais aquilo! e mais! e mais! Como se realmente nós precisassemos de algo mais que uma simples e boa saúdinha!
Tem piada não tem? Esquecem-se no entanto que, ao cortarem a tal gordurinha, contribuem, directa ou indirectamente, para acabar com os seus clientes. Porque razão é eu haveria de desperdiçar recursos, vulgo guito, em cangalhada quando a minha organização me "estimula" no sentido oposto? Ai pois é! Ou há justiça ou apanham todos ... neste caso perdem. É triste não é?
Ele há coisas que se não fossem tristes teriam mesmo muita piada.
Estão a ver a "nova" onda da gestão que optimiza recursos? Não através da inovação, optimização ou mesmo apenas na simplificação de processos mas a cortar aquela gordurinha ... como o seguro de saúde, o plafond do télé, até na formação dos colaboradores (conceito de moderno este, bah!). Bem ... uma coisa assim estilo até ao osso. Pois. Se calhar também já repararam num detalhe: a mesma gestão que apela ao fitness organizacional é capaz de apregoar por esse mundo fora: comprem-me disto e daquilo! mais isto e mais aquilo! e mais! e mais! Como se realmente nós precisassemos de algo mais que uma simples e boa saúdinha!
Tem piada não tem? Esquecem-se no entanto que, ao cortarem a tal gordurinha, contribuem, directa ou indirectamente, para acabar com os seus clientes. Porque razão é eu haveria de desperdiçar recursos, vulgo guito, em cangalhada quando a minha organização me "estimula" no sentido oposto? Ai pois é! Ou há justiça ou apanham todos ... neste caso perdem. É triste não é?
Sunday, September 17, 2006
Falou e disse!
Quem diria que o "nosso" Joseph Alois Ratzinger iria dizer alguma coisa de jeito?
Parece que Moisés apelava à violência, à guerra santa ... e então? Qual é o problema? Os cristãos vivem bem com isso. São fases, ora essa :-)
Mas os mulçulmanos, em particular os seus radicais, acham que há. Sim! Logo eles que espalham a sua mensagem através da destruição indiscriminada. Cá para mim é falta de sexo.
Alguém se lembra de violência anti-mulçulmana no ocidente? Não. Será que só uns têm o exclusivo da indignação? E porquê eles e não nós?
Nós, europeus, somos uns cobardes.
Quem diria que o "nosso" Joseph Alois Ratzinger iria dizer alguma coisa de jeito?
Parece que Moisés apelava à violência, à guerra santa ... e então? Qual é o problema? Os cristãos vivem bem com isso. São fases, ora essa :-)
Mas os mulçulmanos, em particular os seus radicais, acham que há. Sim! Logo eles que espalham a sua mensagem através da destruição indiscriminada. Cá para mim é falta de sexo.
Alguém se lembra de violência anti-mulçulmana no ocidente? Não. Será que só uns têm o exclusivo da indignação? E porquê eles e não nós?
Nós, europeus, somos uns cobardes.
Saturday, September 09, 2006
Afinal ai e tal ...
Então não querem lá ver que os nosso professores, tadinhos, afinal de contas são os terceiros melhor pagos da OCDE (relativamente ao PIB do país) e parece que aquela história de aturarem turmas gigantes há quem ature ainda maiores ... em 30 países, 21 mais precisamente ... na verdade ele há pessoal que se só queixa queixa queixa queixa ...
Então não querem lá ver que os nosso professores, tadinhos, afinal de contas são os terceiros melhor pagos da OCDE (relativamente ao PIB do país) e parece que aquela história de aturarem turmas gigantes há quem ature ainda maiores ... em 30 países, 21 mais precisamente ... na verdade ele há pessoal que se só queixa queixa queixa queixa ...
Wednesday, September 06, 2006
Inacreditável I
Passaram 6 meses desde o meu último post!
Inacreditável II
A minha tese sobre os possíveis cenários de evolução na sequência do episódio cartoon não se confirmou ... de todo! Inacreditável não é o facto de me ter enganado, claro ... quem sou eu afinal? Inacreditável é continuar o rame-rame europeu perante um problema que toma proporções cada vez mais preocupantes. Em França queimam-se automóveis, lojas e casas, na Dinamarca e em Londres preparam-se atentados, por esse mundo fora morrem inocentes às centenas desde o incrível Iraque à pacifica India! Até quando a nossa cobardia nos vai safar? Quando é que vamos tombar do sofá? Quando este estiver a arder? Temo bem que sim.
Passaram 6 meses desde o meu último post!
Inacreditável II
A minha tese sobre os possíveis cenários de evolução na sequência do episódio cartoon não se confirmou ... de todo! Inacreditável não é o facto de me ter enganado, claro ... quem sou eu afinal? Inacreditável é continuar o rame-rame europeu perante um problema que toma proporções cada vez mais preocupantes. Em França queimam-se automóveis, lojas e casas, na Dinamarca e em Londres preparam-se atentados, por esse mundo fora morrem inocentes às centenas desde o incrível Iraque à pacifica India! Até quando a nossa cobardia nos vai safar? Quando é que vamos tombar do sofá? Quando este estiver a arder? Temo bem que sim.
Monday, February 13, 2006
The time is coming
A questão dos cartoons revelou-se, para mim, dos temas mais interessantes dos últimos tempos. Finalmente todas as peças começam a tomar posição no tabuleiro global. Os radicais sempre lá estiveram a par com os seus "amigos" media. Mas agora é chegada a hora dos moderados (ou antes os adormecidos?). Por muito abertas que sejam as sociedades penso que não é possível coexistirem num mesmo espaço / tempo duas civilizações com tantas diferenças no fundamental: a liberdade.
A menos que algo de verdadeiramente surpreendente aconteça, iremos assistir em breve ao esticar de corda há tanto aguardado: Ocidente versus Islão. Bem! Tardou que se fartou!
É irónico que sejam os extremistas a catalizar este desencontro de civilizações, vital para o futuro de todos nós. Esperam ainda que isto não vá além do habitual fogo de artificio ou dos tradicionais rebentamentos humanos, mas, ao patrocionar uma escalada de protestos fora de tempo e de proporção provocaram a vinda a terreiro dos tipos do frigorifico cheio (também conhecidos como moderados). Obviamente os extremistas esperavam recrutar mais para as suas fileiras mas o resultado será um pouco diferente.
Estou certo que nada de absolutamente mediático, dramático ou extraordinário irá acontecer. Apenas o suficiente. Transmitir oportuna e finalmente uma mensagem inequívoca: na Europa é-se Europeu! Simples, não é verdade? Se mantivermos a firmeza, o que acredito, vai surtir um efeito devastador. Provocará ira e revolta em quem ainda pensa que somos apenas mais um pasto. Convenhamos que não se enganaram muito durante estas décadas de trauma pós-holocausto.
A comprovar-se esta "teoria", os moderados do islão também serão forçados a sair do casulo e por água na fervura. Sim porque outro casulo que os esperará, se não o fizerem: paragens distantes, inóspitas e mal frequentadas. E se esperam que fervura então arrefeça ... desenganem-se! Esta água será como gasolina nas paragens de Maomé. Há muita verdade para ser dita e assumida. Muito desencanto para carregar. Não lhes invejo a sorte pois ser-lhe-á tirada, a prazo, a única coisa que ainda os mantém vivos: a fé.
Obviamente nada disto acontecerá (atenção: sindrome "Nuno Rogeiro") sem que as reservas de petróleo estejam em boas mãos. Mas até aí o Irão e o seu presidente marreta estão a prestar um excelente serviço. Saí mais uma tempestade no deserto para a mesa 5!
Ufff
A questão dos cartoons revelou-se, para mim, dos temas mais interessantes dos últimos tempos. Finalmente todas as peças começam a tomar posição no tabuleiro global. Os radicais sempre lá estiveram a par com os seus "amigos" media. Mas agora é chegada a hora dos moderados (ou antes os adormecidos?). Por muito abertas que sejam as sociedades penso que não é possível coexistirem num mesmo espaço / tempo duas civilizações com tantas diferenças no fundamental: a liberdade.
A menos que algo de verdadeiramente surpreendente aconteça, iremos assistir em breve ao esticar de corda há tanto aguardado: Ocidente versus Islão. Bem! Tardou que se fartou!
É irónico que sejam os extremistas a catalizar este desencontro de civilizações, vital para o futuro de todos nós. Esperam ainda que isto não vá além do habitual fogo de artificio ou dos tradicionais rebentamentos humanos, mas, ao patrocionar uma escalada de protestos fora de tempo e de proporção provocaram a vinda a terreiro dos tipos do frigorifico cheio (também conhecidos como moderados). Obviamente os extremistas esperavam recrutar mais para as suas fileiras mas o resultado será um pouco diferente.
Estou certo que nada de absolutamente mediático, dramático ou extraordinário irá acontecer. Apenas o suficiente. Transmitir oportuna e finalmente uma mensagem inequívoca: na Europa é-se Europeu! Simples, não é verdade? Se mantivermos a firmeza, o que acredito, vai surtir um efeito devastador. Provocará ira e revolta em quem ainda pensa que somos apenas mais um pasto. Convenhamos que não se enganaram muito durante estas décadas de trauma pós-holocausto.
A comprovar-se esta "teoria", os moderados do islão também serão forçados a sair do casulo e por água na fervura. Sim porque outro casulo que os esperará, se não o fizerem: paragens distantes, inóspitas e mal frequentadas. E se esperam que fervura então arrefeça ... desenganem-se! Esta água será como gasolina nas paragens de Maomé. Há muita verdade para ser dita e assumida. Muito desencanto para carregar. Não lhes invejo a sorte pois ser-lhe-á tirada, a prazo, a única coisa que ainda os mantém vivos: a fé.
Obviamente nada disto acontecerá (atenção: sindrome "Nuno Rogeiro") sem que as reservas de petróleo estejam em boas mãos. Mas até aí o Irão e o seu presidente marreta estão a prestar um excelente serviço. Saí mais uma tempestade no deserto para a mesa 5!
Ufff
Thursday, February 09, 2006
Monday, February 06, 2006
Saturday, February 04, 2006
Wednesday, January 18, 2006
Escutai-nos senhor
Escutas. Pois é. Indignados com as escutas ilegais? Não há culpados nem responsáveis? Mas num país onde se elegem Isaltinos e Fátimas para presidentes da camara do que é que se está à espera? Não. Não é só a justiça que está podre. Somos todos nós. Chegará a hora em que cada um tratará de si. O que não é necessariamente mau. Pelo menos será célere!
Escutas. Pois é. Indignados com as escutas ilegais? Não há culpados nem responsáveis? Mas num país onde se elegem Isaltinos e Fátimas para presidentes da camara do que é que se está à espera? Não. Não é só a justiça que está podre. Somos todos nós. Chegará a hora em que cada um tratará de si. O que não é necessariamente mau. Pelo menos será célere!
Saturday, December 17, 2005
Jardins há muitos
Infelizmente. Desde que o PSD foi corrido do poder (em boa hora, convenhamos) voltei a interessar-me por politica. Porque recomecei a acreditar que não temos necessariamente de ser governados por incompetentes e hipocritas apesar de vivermos neste rectangulo mal frequentado.
Adiante.
Presidenciais. Os nossos candidatos maravilha andam por aí a apelar ao voto. Desde a ausência ao excesso de ideias há um pouco de tudo. Nada de novo como é óbvio. Mais emprego, mais justiça, modernidade, paz, amor, bolachinhas e chá quentinho.
Curiosamente ninguém se lembrou de apelar a mais e melhor sexo hehehe. Pronto. Ninguém arrisca enfrentar o quo, status ... até porque o voto pode vir (suspiro) de qualquer quadrante, desde que venha. Bem. Ninguém não. O candidato Louçã sim. Talvez porque não tem mesmo nada a perder lá comentou, durante a sua passagem pelo reino do Jardim, que a dissolução do parlamento da Madeira e finalment um chuto no Jardim era possível (desejável, pensou ele) desde reunidas as condições (mas não estão já?). Excelente! Finalmente alguém que tocou numa das maiores feridas (escaras) da nossa democracia. Fantástico, pensei, esperando que mais alguém (todos?) se juntassem na ideia de repôr a ordem (sim ... repôr a ordem!) num dos nossos maiores elefantes brancos (sorvedoures compulsivos de dinheiro). Mas não. Até o próprio "geriátrico" se descartou de tamanho incómodo dizendo que se dissolvessem o parlamento o mais natural era que era que o reizinho voltasse a ser eleito e, portanto, o presidente ficaria numa situação dificil. DIFÍCIL??? Difícil é aturar um energúmero sem igual que nos subtrai fundos e compromete a nossa já fraca imagem (quem não se lembra do incidente dos chineses). Com esta lógica fantástica nem vale a pena prender criminosos. Mais mês menos ano eles voltam em libertade. Estilo: não ponho a mão no lume porque me queimo. Francamente. Se o homem não presta despede-se. Se voltar e reincidir: despende-se. Se insistir: despede-se. Tantas as vezes quantas as necessárias. Tudo menos pactuar. Se têm muito medo façam um referendo, ora essa. Nem que seja para lhe dar independência, já! Arre!
Infelizmente. Desde que o PSD foi corrido do poder (em boa hora, convenhamos) voltei a interessar-me por politica. Porque recomecei a acreditar que não temos necessariamente de ser governados por incompetentes e hipocritas apesar de vivermos neste rectangulo mal frequentado.
Adiante.
Presidenciais. Os nossos candidatos maravilha andam por aí a apelar ao voto. Desde a ausência ao excesso de ideias há um pouco de tudo. Nada de novo como é óbvio. Mais emprego, mais justiça, modernidade, paz, amor, bolachinhas e chá quentinho.
Curiosamente ninguém se lembrou de apelar a mais e melhor sexo hehehe. Pronto. Ninguém arrisca enfrentar o quo, status ... até porque o voto pode vir (suspiro) de qualquer quadrante, desde que venha. Bem. Ninguém não. O candidato Louçã sim. Talvez porque não tem mesmo nada a perder lá comentou, durante a sua passagem pelo reino do Jardim, que a dissolução do parlamento da Madeira e finalment um chuto no Jardim era possível (desejável, pensou ele) desde reunidas as condições (mas não estão já?). Excelente! Finalmente alguém que tocou numa das maiores feridas (escaras) da nossa democracia. Fantástico, pensei, esperando que mais alguém (todos?) se juntassem na ideia de repôr a ordem (sim ... repôr a ordem!) num dos nossos maiores elefantes brancos (sorvedoures compulsivos de dinheiro). Mas não. Até o próprio "geriátrico" se descartou de tamanho incómodo dizendo que se dissolvessem o parlamento o mais natural era que era que o reizinho voltasse a ser eleito e, portanto, o presidente ficaria numa situação dificil. DIFÍCIL??? Difícil é aturar um energúmero sem igual que nos subtrai fundos e compromete a nossa já fraca imagem (quem não se lembra do incidente dos chineses). Com esta lógica fantástica nem vale a pena prender criminosos. Mais mês menos ano eles voltam em libertade. Estilo: não ponho a mão no lume porque me queimo. Francamente. Se o homem não presta despede-se. Se voltar e reincidir: despende-se. Se insistir: despede-se. Tantas as vezes quantas as necessárias. Tudo menos pactuar. Se têm muito medo façam um referendo, ora essa. Nem que seja para lhe dar independência, já! Arre!
Thursday, November 10, 2005
Até quando?
Há decadas que os mercados bolsistas são sinónimo de progresso, dinâmica, desenvolvimento e eu sei mais lá o quê. A maioria das economias ditas "abertas" cresceu e cresce muito em função da perspectiva e pouco do resultado. Para o "investidor" é muito mais interessante multiplicar que sustentar. X milhões de lucro valem bem menos na bolsa que Y por cento de crescimento previsto. Faz lembrar um pouco a relação a espumante notícia escandalo que anima o noticiário e a residual condenação, muitos anos depois, em tribunal. Ninguém está realmente interessado na sustentabilidade do investimento nem na inocência do individuo. O que interessa é tirar o máximo partido de um espectáculo cada vez mais fugaz e intenso. Mais e Mais. E de espectáculo em espectáculo vamos sendo forçados a reduzir uns números e aumentar outros. Pouco importa o resultado final. Desde que se maximize a receitas e reduza os custos. Mas ... e quando chegarmos ao fundo do prato? Quando não houver mais e mais? Vamos viver do quê? Do que efectivamente valemos? Espero que sim.
Há decadas que os mercados bolsistas são sinónimo de progresso, dinâmica, desenvolvimento e eu sei mais lá o quê. A maioria das economias ditas "abertas" cresceu e cresce muito em função da perspectiva e pouco do resultado. Para o "investidor" é muito mais interessante multiplicar que sustentar. X milhões de lucro valem bem menos na bolsa que Y por cento de crescimento previsto. Faz lembrar um pouco a relação a espumante notícia escandalo que anima o noticiário e a residual condenação, muitos anos depois, em tribunal. Ninguém está realmente interessado na sustentabilidade do investimento nem na inocência do individuo. O que interessa é tirar o máximo partido de um espectáculo cada vez mais fugaz e intenso. Mais e Mais. E de espectáculo em espectáculo vamos sendo forçados a reduzir uns números e aumentar outros. Pouco importa o resultado final. Desde que se maximize a receitas e reduza os custos. Mas ... e quando chegarmos ao fundo do prato? Quando não houver mais e mais? Vamos viver do quê? Do que efectivamente valemos? Espero que sim.
Sunday, November 06, 2005
De volta à irrealidade
Pois. Cá estou. Viver neste rectangulo e, ao mesmo tempo, encontrar inspiração para alimentar espaços de reflexão é bem dificil. Felizmente ausente 3 semanas deste "paraíso" mas, quando volto ... plim! O noticiário era o mesmo. Bem. O mesmo não. Afinal agora chovia mas, claro, não é suficiente. Nada é suficiente neste país. Suficientemente bom, grande, pequeno, alto, baixo. Está sempre algo mal. Talvez não tenhamos sido sempre assim (eu dúvido) mas há anos que não ultrapassamos a fase do "não". Felizmente já se vai falando do fenómeno mas o movimento do "não" é e continuará a ser esmagador. Porquê? Porque ninguém está realmente interessado em combatê-lo. A começar pelos media. É muito mais fácil vender imagens e textos de pessoas revoltadas do que cidadãos informados e colaborantes. Constatemente a alimentar uma fogueira de egoísmo. É uma máquina de movimento perpétuo. Sonho de qualquer físico conseguido através da psicose.
Interessante também foi constatar que afinal este sentimento de inconformismo destrutivo (!) não está circunscrito ao nosso canto. A França está agora (?) a braços com uma crise idêntica mas uns pontos acima (havemos de lá chegar!). Uns quantos, os excluídos e vitimas do costume, que acham que têm tantos direitos (ou mais?) que os outros que produzem, trabalham e levam para casa o respectivo produto. Coitados, não lhes dão oportunidades. Mas esse é precisamente o problema. O facto de existirem pessoas à espera de ofertas dos outros. Dar oportunidade? Será que eles as querem? Não será antes e apenas o produto contribuindo pouco ou mesmo nada para isso? Não têm formação, escolas? Que tal investir e trabalhar para isso? Que tal contruir em vez de destruir? Sinceramente estou a ficar cada vez mais liberal nas politicas sociais porque para elas surtirem efeito é preciso que os destinatários estejam à altura do sacrificio de todos os outros. Mas não estão. Nem estão interessados. São egoístas e egocentricos disfarçados de incompreendidos. E depois refugiam-se em questões acessórias como a religião. Deviam ter vergonha. O ministro do interior francês foi (bastante) infeliz nos termos que utilizou para os adjectivar. Mas apenas isso. Como politico não devia ter verbalizado o que vai na mente de todos os franceses e provavelmente de toda a europa. São escumalha sim senhor! Em vez de se perder tempo à procura de causas e culpados (os europeus perderam completamente o pragmatismo, está visto) importa colocar os fora da lei dentro! Se alguém tem dúvidas em relação a isso é porque não tem bens nem a vida em risco. Essa é que é essa. Estamos todos muito confortáveis nos nossos sofás a ver casas, carros, fabricas, lojas a serem destruídas e com a tentação de pensar: coitados dos excluídos. Não são africanos e também não são europeus. NÂO????? Mas se calhar são de clubes de futebol, de movimentos politicos, de gangs. Nesses eles não tiveram dificuldades de integração. Pois.
Vindo recentemente da India, é interessante constatar como num país do terceiro mundo, com situações de verdadeira miséria, se vive em paz e harmonia em que cada um está muito mais interessado em produzir para comer do que andar a arranjar esquemas e desculpas para ter uns ténis de marca.
Europeus: Tenhamos vergonha. Muita Vergonha.
Pois. Cá estou. Viver neste rectangulo e, ao mesmo tempo, encontrar inspiração para alimentar espaços de reflexão é bem dificil. Felizmente ausente 3 semanas deste "paraíso" mas, quando volto ... plim! O noticiário era o mesmo. Bem. O mesmo não. Afinal agora chovia mas, claro, não é suficiente. Nada é suficiente neste país. Suficientemente bom, grande, pequeno, alto, baixo. Está sempre algo mal. Talvez não tenhamos sido sempre assim (eu dúvido) mas há anos que não ultrapassamos a fase do "não". Felizmente já se vai falando do fenómeno mas o movimento do "não" é e continuará a ser esmagador. Porquê? Porque ninguém está realmente interessado em combatê-lo. A começar pelos media. É muito mais fácil vender imagens e textos de pessoas revoltadas do que cidadãos informados e colaborantes. Constatemente a alimentar uma fogueira de egoísmo. É uma máquina de movimento perpétuo. Sonho de qualquer físico conseguido através da psicose.
Interessante também foi constatar que afinal este sentimento de inconformismo destrutivo (!) não está circunscrito ao nosso canto. A França está agora (?) a braços com uma crise idêntica mas uns pontos acima (havemos de lá chegar!). Uns quantos, os excluídos e vitimas do costume, que acham que têm tantos direitos (ou mais?) que os outros que produzem, trabalham e levam para casa o respectivo produto. Coitados, não lhes dão oportunidades. Mas esse é precisamente o problema. O facto de existirem pessoas à espera de ofertas dos outros. Dar oportunidade? Será que eles as querem? Não será antes e apenas o produto contribuindo pouco ou mesmo nada para isso? Não têm formação, escolas? Que tal investir e trabalhar para isso? Que tal contruir em vez de destruir? Sinceramente estou a ficar cada vez mais liberal nas politicas sociais porque para elas surtirem efeito é preciso que os destinatários estejam à altura do sacrificio de todos os outros. Mas não estão. Nem estão interessados. São egoístas e egocentricos disfarçados de incompreendidos. E depois refugiam-se em questões acessórias como a religião. Deviam ter vergonha. O ministro do interior francês foi (bastante) infeliz nos termos que utilizou para os adjectivar. Mas apenas isso. Como politico não devia ter verbalizado o que vai na mente de todos os franceses e provavelmente de toda a europa. São escumalha sim senhor! Em vez de se perder tempo à procura de causas e culpados (os europeus perderam completamente o pragmatismo, está visto) importa colocar os fora da lei dentro! Se alguém tem dúvidas em relação a isso é porque não tem bens nem a vida em risco. Essa é que é essa. Estamos todos muito confortáveis nos nossos sofás a ver casas, carros, fabricas, lojas a serem destruídas e com a tentação de pensar: coitados dos excluídos. Não são africanos e também não são europeus. NÂO????? Mas se calhar são de clubes de futebol, de movimentos politicos, de gangs. Nesses eles não tiveram dificuldades de integração. Pois.
Vindo recentemente da India, é interessante constatar como num país do terceiro mundo, com situações de verdadeira miséria, se vive em paz e harmonia em que cada um está muito mais interessado em produzir para comer do que andar a arranjar esquemas e desculpas para ter uns ténis de marca.
Europeus: Tenhamos vergonha. Muita Vergonha.
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