"Às segundas ao sol"
Aqui está um filme que nos "obriga" reflectir sobre a sociedade e os contraciclos da vida. Mas, felizmente, não chove todos os dias ...
Monday, January 26, 2004
Monday, January 19, 2004
Velocidade

Este é um tema que há muito me apetecia abordar. Não a velocidade em si mas a perseguição de que é alvo.
Hoje fiquei chocado ao ter recebido, por mail, umas fotos de um agente emboscado atrás do pilar de uma ponte, qual sniper. Achei fantástico. Era a imagem que faltava. Depois de apostar em viaturas anónimas, estacionar nas bermas das autoestradas (manobra que curiosamente dá apreensão de carta) eis que finalmente se escondem atrás dos pilares. E para quê?
Os anormais, desculpem mas não tenho outro adjectivo à mão, que aprovam ou determinam estas estratégias não estão preocupados com a segurança. Não pretendem dissuadir. Não. Não. São caçadores. Gostam da caça. E da receita. Mais. Compram boas armas como BMWs e Impresas. Sim. Vamos à caça mas bem equipados.
Será que estas almas já ouviram falar em velocidade excessiva? É muito mais perigoso que o excesso de velocidade. Será que quem circula de porshe a 180 está a arriscar mais que um panda com 20 anos a 120? Será? Eu posso ir a 80 mas em velocidade excessiva. Com nevoeiro ou chuva por exemplo. Para não falar em quem está por detrás do volante. Às vezes perfeitos assassinos involuntários. Taralhocos que nem sabem por onde vão e a quantos vão. Mas podemos circular a 60 numa autoestrada. Claro. É seguro.
Mas a hipocrisia não se resume às brigadas de transito. É à sociedade. Se quisessem resolver o problema do excesso de velocidade só tinham de forçar os fabricantes a limitar os veiculos. E não venham com conversas que saia caro. No limite os consumidores pagariam como já pagam o IVA sobre o IA, ora essa. Estou é convencido que os acidentes continuariam. Com menos mortos talvez. Mas já sem um bode expiatório de fácil detecção. Seria uma maçada.
E nem vou falar nas estradas nem na sinalização.
Estes anormais deveriam apostar é no civismo dos condutores. Não dá euros. Mas lembram-se daquela campanha "pisca da esquerda", "pisca da direita"? A mensagem entrou. Mas não. Preferem mostrar pessoas acidentadas numa cadeira de rodas. E que é que acontece? O mesmo quando não se vê policia. A teoria do "só acontece aos outros" ou "pode ser que não venha lá ninguém".
Depressão.
Este é um tema que há muito me apetecia abordar. Não a velocidade em si mas a perseguição de que é alvo.
Hoje fiquei chocado ao ter recebido, por mail, umas fotos de um agente emboscado atrás do pilar de uma ponte, qual sniper. Achei fantástico. Era a imagem que faltava. Depois de apostar em viaturas anónimas, estacionar nas bermas das autoestradas (manobra que curiosamente dá apreensão de carta) eis que finalmente se escondem atrás dos pilares. E para quê?
Os anormais, desculpem mas não tenho outro adjectivo à mão, que aprovam ou determinam estas estratégias não estão preocupados com a segurança. Não pretendem dissuadir. Não. Não. São caçadores. Gostam da caça. E da receita. Mais. Compram boas armas como BMWs e Impresas. Sim. Vamos à caça mas bem equipados.
Será que estas almas já ouviram falar em velocidade excessiva? É muito mais perigoso que o excesso de velocidade. Será que quem circula de porshe a 180 está a arriscar mais que um panda com 20 anos a 120? Será? Eu posso ir a 80 mas em velocidade excessiva. Com nevoeiro ou chuva por exemplo. Para não falar em quem está por detrás do volante. Às vezes perfeitos assassinos involuntários. Taralhocos que nem sabem por onde vão e a quantos vão. Mas podemos circular a 60 numa autoestrada. Claro. É seguro.
Mas a hipocrisia não se resume às brigadas de transito. É à sociedade. Se quisessem resolver o problema do excesso de velocidade só tinham de forçar os fabricantes a limitar os veiculos. E não venham com conversas que saia caro. No limite os consumidores pagariam como já pagam o IVA sobre o IA, ora essa. Estou é convencido que os acidentes continuariam. Com menos mortos talvez. Mas já sem um bode expiatório de fácil detecção. Seria uma maçada.
E nem vou falar nas estradas nem na sinalização.
Estes anormais deveriam apostar é no civismo dos condutores. Não dá euros. Mas lembram-se daquela campanha "pisca da esquerda", "pisca da direita"? A mensagem entrou. Mas não. Preferem mostrar pessoas acidentadas numa cadeira de rodas. E que é que acontece? O mesmo quando não se vê policia. A teoria do "só acontece aos outros" ou "pode ser que não venha lá ninguém".
Depressão.
Saturday, January 17, 2004
Filmes
Depois de caro, começa a ser um exercício complicado ir ao cinema.
Se vamos a uma mega produção dos americas lá apanhamos a pastilha da moralidade, da paixoneta impossível entre o gaijo e a garina (por acaso não sei como é que as organizações feministas americanas não se insurgem com os papeis normalmente redutores das personagens femininas) e o famoso final positivo que nos faz encarar sempre o desenrolar do filme com algum optimismo. É uma maçada.
Se optamos por algo menos imediato (leia-se Europeu) temos de manter os pés assentes na terra e não alinhar nas falsas espectativas da verborreia positivista da nossa critica. Tudo é bom. Tudo é o máximo. É talvez (gosto muito quando colocam o "talvez") o melhor filme da galáxia e arredores. Credo. Até chateia. Por exemplo o "playtime" ... páginas e páginas a transbordar com os mais incríveis elogios. Um tipo normal (eu por exemplo) vai lá e o que é que vê? uma comédia a dois tempos, pronto. Fiquei mesmo com a sensação que o realizador, depois de fazer a primeira parte apanhou um puxão de orelhas da produção e lá sacou uma segunda mais imediatista portanto mais comédia e menos exercício estética. Curiosamente a primeira parte era visivelmente patrocinada pela Simca, Philips, Avis e Berliet. Vale a pena ir ver mas dai até ser um dos melhores "qualquer coisa" ...
Se quiserem ver filmes menos aclamados e mais interessantes (acho eu) vejam em dvd o "irreversível" (bastante violento) e o "intacto". Ficam melhor servidos.
Depois de caro, começa a ser um exercício complicado ir ao cinema.
Se vamos a uma mega produção dos americas lá apanhamos a pastilha da moralidade, da paixoneta impossível entre o gaijo e a garina (por acaso não sei como é que as organizações feministas americanas não se insurgem com os papeis normalmente redutores das personagens femininas) e o famoso final positivo que nos faz encarar sempre o desenrolar do filme com algum optimismo. É uma maçada.
Se optamos por algo menos imediato (leia-se Europeu) temos de manter os pés assentes na terra e não alinhar nas falsas espectativas da verborreia positivista da nossa critica. Tudo é bom. Tudo é o máximo. É talvez (gosto muito quando colocam o "talvez") o melhor filme da galáxia e arredores. Credo. Até chateia. Por exemplo o "playtime" ... páginas e páginas a transbordar com os mais incríveis elogios. Um tipo normal (eu por exemplo) vai lá e o que é que vê? uma comédia a dois tempos, pronto. Fiquei mesmo com a sensação que o realizador, depois de fazer a primeira parte apanhou um puxão de orelhas da produção e lá sacou uma segunda mais imediatista portanto mais comédia e menos exercício estética. Curiosamente a primeira parte era visivelmente patrocinada pela Simca, Philips, Avis e Berliet. Vale a pena ir ver mas dai até ser um dos melhores "qualquer coisa" ...
Se quiserem ver filmes menos aclamados e mais interessantes (acho eu) vejam em dvd o "irreversível" (bastante violento) e o "intacto". Ficam melhor servidos.
Sunday, January 11, 2004
Um mês
Pois é. Passou um mês. Mudámos de ano e tudo! Só a vidinha aqui no burgo é que teima em não mudar.
Estar lá por fora e ouvir que o nosso presidente pode estar envolvido em pedofilia não é nada motivador. Nada mesmo. Raramente somos notícia mas quando somos mais valia não o sermos.
Será que ninguém consegue dizer basta a esta fantochada? Esperar pelo julgamento, sei lá. Parecia-me mais normal. Mas não.
Temos mesmo muito estilo. Roupinha de marca, pópó "alimão", futebol fiteiro e escandaleira para o jantar. Vamos longe assim.
Pois é. Passou um mês. Mudámos de ano e tudo! Só a vidinha aqui no burgo é que teima em não mudar.
Estar lá por fora e ouvir que o nosso presidente pode estar envolvido em pedofilia não é nada motivador. Nada mesmo. Raramente somos notícia mas quando somos mais valia não o sermos.
Será que ninguém consegue dizer basta a esta fantochada? Esperar pelo julgamento, sei lá. Parecia-me mais normal. Mas não.
Temos mesmo muito estilo. Roupinha de marca, pópó "alimão", futebol fiteiro e escandaleira para o jantar. Vamos longe assim.
Saturday, December 06, 2003
Saturday, November 22, 2003
Friday, November 21, 2003
Chuva
Não devo ser normal. Tenho imenso prazer em andar à chuva.
Já repararam que chuva não passa de água? Sim ... água!
Não percebo porque fogem da água. Se não estiver vento nem frio nada de mais lhes acontece. Mas fogem.
Pavlov?
Libertem-se! Racionalizem! Sintam os elementos!
Sim.
Porque a vida é bela ;-)
Wednesday, November 19, 2003
5%
O valor dispensa comentários. Pesada herança? Talvez. Gestão tonta? De certeza.
Era evidente que uma economia assente no consumo privado e no investimento público não podia ser assustada.
Como se não bastasse andaram a apregoar retoma a um povo "distraído" com pedofilia.
A 2 meses do final do ano eis que aparecem os números: Défice e crescimento negativo (1.1%?). Retoma? Só na bolsa onde não interessa.
Agora vamos vender mais qualquer coisita. Pois claro. É fácil. Mas um dia acaba. O que é de todos nós.
Já experimentaram antes cobrar impostos aos 50% que assobiam para o ar?
O valor dispensa comentários. Pesada herança? Talvez. Gestão tonta? De certeza.
Era evidente que uma economia assente no consumo privado e no investimento público não podia ser assustada.
Como se não bastasse andaram a apregoar retoma a um povo "distraído" com pedofilia.
A 2 meses do final do ano eis que aparecem os números: Défice e crescimento negativo (1.1%?). Retoma? Só na bolsa onde não interessa.
Agora vamos vender mais qualquer coisita. Pois claro. É fácil. Mas um dia acaba. O que é de todos nós.
Já experimentaram antes cobrar impostos aos 50% que assobiam para o ar?
Thursday, November 13, 2003
Impostos
O nosso governo continua a insistir que devemos, para o bem de todos, exigir facturas. Tudo bem. A coisa até passa por aí. O problema é que os serviços/produtos que hoje se transaccionam sem factura têm o preço de mercado estabelecido nesse pressuposto. Portanto ou acordamos todos um dia em passar a exigir facturas e o mercado ajustar-se-á rapidamente ou então lá ficaremos com aquela horrível sensação de sermos os otários de serviço.
Quem é que se dispõe a pagar mais 19% sem uma contrapartida objectiva? Não se mudam mentalidades apelando ao bom senso quando este nos sai do bolso.
Contrariamente ao que normalmente defendo, penso que esta questão dos impostos só se resolve "à bruta". Aqui vão duas propostas radicais:
- Detenção no acto para quem não passe ou não exija factura.
- Todas as transações bancárias passem a requerer o número de contribuinte origem e destino.
Quem não cumpriria o código da estrada se em vez da multa e inibição o "prémio" fosse o sol aos quadradinhos? Sim quem?
O nosso governo continua a insistir que devemos, para o bem de todos, exigir facturas. Tudo bem. A coisa até passa por aí. O problema é que os serviços/produtos que hoje se transaccionam sem factura têm o preço de mercado estabelecido nesse pressuposto. Portanto ou acordamos todos um dia em passar a exigir facturas e o mercado ajustar-se-á rapidamente ou então lá ficaremos com aquela horrível sensação de sermos os otários de serviço.
Quem é que se dispõe a pagar mais 19% sem uma contrapartida objectiva? Não se mudam mentalidades apelando ao bom senso quando este nos sai do bolso.
Contrariamente ao que normalmente defendo, penso que esta questão dos impostos só se resolve "à bruta". Aqui vão duas propostas radicais:
- Detenção no acto para quem não passe ou não exija factura.
- Todas as transações bancárias passem a requerer o número de contribuinte origem e destino.
Quem não cumpriria o código da estrada se em vez da multa e inibição o "prémio" fosse o sol aos quadradinhos? Sim quem?
Sunday, November 09, 2003
Thursday, November 06, 2003
Propinites
Primeiro uma questão para os estudantes:
Não protestam durante as férias porquê? Estão muito ocupados a divertir-se, hum? Pois é. Pois é.
Agora sugestões para os governantes:
Porque é que não acabam com a confusão financiando os estudantes? Quando estes terminarem o cursito pagam em suaves prestações. Boa? Boa.
E se o custo da propina for inversamente proporcional ao aproveitamento do aluno? Hum?
Vá! Agora acusem-me de não ser construtivo. Vá!
:O)
Primeiro uma questão para os estudantes:
Não protestam durante as férias porquê? Estão muito ocupados a divertir-se, hum? Pois é. Pois é.
Agora sugestões para os governantes:
Porque é que não acabam com a confusão financiando os estudantes? Quando estes terminarem o cursito pagam em suaves prestações. Boa? Boa.
E se o custo da propina for inversamente proporcional ao aproveitamento do aluno? Hum?
Vá! Agora acusem-me de não ser construtivo. Vá!
:O)
Tuesday, November 04, 2003
Tênãvê
Era assim que o dispositivo se devia passar a chamar cá no burgo. Porque será que TeleNãoVemos outras coisas além de facalguidar, bibis, bêbês, chutobol e novilhelas?
TeleNãoExistem? TeleNãoInteressam? Ficámos TeleEstúpidos? TeleMongas?
Eu cá tenho uma teoria. É redução de custos. Estas vedetas que agora nos entram casa dentro estão a pagar. Antes eram os politicos mas depois do bêbê toda a santa gente acha que tem direito de antena.
Viram à bocado a reportagem sobre a intervenção do grupo de operações especiais? Sim. Aquela cena para desalojar um tipo muita perigoso que afinal estava na cama de pijama. Meteu negociadores da PJ e tudo. Mais valia dizerem que tinha sido um exercício. É mau demais.
Pergunto-me se não haverá mais nada a acontecer que mereça a pena ser-nos transmitido. Se não há acabem com esta espiral de pseudo-informação. Não há assunto. Pronto. Não o inventem.
Poupem-nos!
Thursday, October 30, 2003
Kill (me) Bill, please!
Grande depressão. Meses. Muitos. À espera do Quentin. E isto??
Meus caros. Até fiquei com saudades do From Dust Till Dawn II. Tarantino, Tarantino. Filho! Não tens tomado as gotas. Então vês o Matrix II e não aprendes nada? Caraças. Onde é que pára o tipo que fez Four Rooms, Jackie Brown, Pulp ... sim? Onde? É que nem sequer é um filme violento. No talho não há violência. Mas foi de talhante. De corte. Para cortar. Lança o dois apenas em DVD. Dá-nos ao menos hipótese de fazer (fast) forward para apanhar a sonora e, vá lá vá lá, as jeitosas. Sim. Pelo menos essas escaparam. Tempo mal passado. Pior só as bibitêvês. Raça que isto anda mau, hein?
Olhem ... Haja saúde!
Grande depressão. Meses. Muitos. À espera do Quentin. E isto??
Meus caros. Até fiquei com saudades do From Dust Till Dawn II. Tarantino, Tarantino. Filho! Não tens tomado as gotas. Então vês o Matrix II e não aprendes nada? Caraças. Onde é que pára o tipo que fez Four Rooms, Jackie Brown, Pulp ... sim? Onde? É que nem sequer é um filme violento. No talho não há violência. Mas foi de talhante. De corte. Para cortar. Lança o dois apenas em DVD. Dá-nos ao menos hipótese de fazer (fast) forward para apanhar a sonora e, vá lá vá lá, as jeitosas. Sim. Pelo menos essas escaparam. Tempo mal passado. Pior só as bibitêvês. Raça que isto anda mau, hein?
Olhem ... Haja saúde!
Monday, October 27, 2003
Thursday, October 23, 2003
Hipocrisia
Ele há coisas que me fazem espécie. Ainda consigo entender o tom de escândalo de algumas notícias. É a necessidade de vender. De chamar a atenção. Agora as reacções que despertam nos "estupefactos" é que não. Das duas uma. Ou somos todos esquizofrénicos ou então hipocritas. Será que há algum português que não tenha tentado uma cunha? Que não se tenha já "cagado" para alguma coisa? Que não tenha pegado no veiculo de A para se mostrar a B? Estamos todos parvos? O que a televisão e os jornais nos mostram são evidências sobre a nossa sociedade. NOSSA. NÓS. Será que já não nos reconhecemos?
Vai faltando pachorra.
Ele há coisas que me fazem espécie. Ainda consigo entender o tom de escândalo de algumas notícias. É a necessidade de vender. De chamar a atenção. Agora as reacções que despertam nos "estupefactos" é que não. Das duas uma. Ou somos todos esquizofrénicos ou então hipocritas. Será que há algum português que não tenha tentado uma cunha? Que não se tenha já "cagado" para alguma coisa? Que não tenha pegado no veiculo de A para se mostrar a B? Estamos todos parvos? O que a televisão e os jornais nos mostram são evidências sobre a nossa sociedade. NOSSA. NÓS. Será que já não nos reconhecemos?
Vai faltando pachorra.
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